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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Howard, O Super-Herói (1986)


Em 1986, filmes baseados em quadrinhos eram difíceis de se ver chegando aos cinemas. Como já disse antes, tirando os filmes do Super-Homem, e um ou outro projeto, as HQs passaram bem longe da telona. Como todo mundo sabe, apenas em 1989, quando o Batman de Tim Burton mostrou que dava pra fazer um filme de HQs que lucrasse e fosse fiel à fonte, o gênero floresceu. E foi no período pró-morcegão que "Howard, O Super Herói" foi produzido, sendo considerado uma aberração e uma vergonha dentro da respeitada filmografia de seu produtor: George Lucas.

Reza a lenda que Lucas era fâ das histórias do pato boca-suja da Marvel Comics, que começaram a ser publicadas em 1975 e terminaram em 1978 (e que depois disso teve mais algumas minisséries e participações especiais nas revistas de outros personagens). Primeiro, pensou-se em fazer uma animação, porém como sempre tem que ir contra a maré - as vezes pro bem e as vezes pro mal - Lucas convenceu a produtora Gloria Katz e o diretor Willard Huyck a produzir o filme em Live-Action, deixando os efeitos especiais por conta de sua Industrial Light and Magic.

Ninguém brinca com o mestre do Quack Fu!

No filme, Howard (interpretado por 6 pessoas diferentes durante o filme), um pato humanóide que reside em Duckworld, acaba sendo trazido à Terra por culpa de um Laser experimental vindo do nosso planeta. Após viajar pelo universo, acaba aterrissando em Cleveland, onde enfrenta a ira de um namorado esquentado e um bando de motoqueiras chamadas "Prostitutas de Satã". Quando os problemas parecem não ter fim, Howard conhece a adorável terráquea Beverly (Lea Thompson, em alta na época por causa de seu papel em "De Volta Para O Futuro"), que torna-se amiga dele após ele meter o cacete em uns caras que queriam violentá-la. Howard conta seu problema, e Beverly diz que conhece alguém que pode ajudá-lo a voltar para casa: o aprendiz de cientista Phil (Tim Robbins pagando o clássico mico de início de carreira), que chama para ajudá-lo o Dr. Walter Jenning (Jeffrey Jones, figura carimbada dos filmes dos anos 80), que supervisionava a experiência que trouxe Howard à Terra por engano.

Ao tentar refazer a experiência, porém, algo sai errado, e o Dr. Jenning começa a sofrer alguns distúrbios. Preocupados, Howard e Beverly fogem com ele. Mais tarde, eles acabam descobrindo que uns seres conhecidos como Mestres Ocultos do Universo estão vindo para dominar a Terra, fazendo moradia no corpo de Jenning. Agora resta a Howard com a ajuda de seus amigos (metidos em muuuitas confusões, como já dizia o narrador da Sessão da Tarde) impedir que os vilões cheguem para dominar tudo.

Repleto de coisas ridículas e piadas ruins, "Howard, O Super-Herói" tornou-se o maior fracasso de 1986 e é uma produção execrada até hoje, embora George Lucas até hoje acredita que o filme no futuro será visto com bons olhos. O prejuízo foi tão grande que Lucas teve que vender a divisão de animação da LucasFilm para poder pagar as contas, o que no fim deu certo para vendedor e comprador, pois o segundo era ninguém menos que Steve Jobs, que depois ajudou Lucas a transformar a antiga divisão de animação na Pixar, a maior empresa de animação do mundo (e hoje, assim como a LucasFilm, é parte da Disney). O filme pecou por não ser tão fiel ao espírito do personagem nas HQs (inéditas no Brasil). Nos quadrinhos criados por Steve Gerber, Howard é bem mais boca-suja, há muito menos de ficção científica e muito de crítica social em suas páginas. Os roteiristas Katz e Huyck optaram por deixar o lado crítico do personagem de lado e entregar mais um filme genérico de aventura, desta vez com o diferencia lde ser estrelado por um ator vestido de pato (Gloria Katz mais tarde respondeu as críticas ruins ao seu filme, dizendo: "É um filme sobre um pato de outro planeta, não é para ser um filme profundo e existencialista"). Mas o maior erro foi não ter feito do filme uma animação, que casaria bem melhor com o estilo do filme e nos pouparia de ter que crer que aquele visível boneco é um pato alienígena; por causa disso, os 6 anões que se fantasiaram de pato acabaram ganhando o Framboesa de Ouro de pior ator.

Inexplicavelmente, o filme hoje tem uma legião de fãs (entre os quais eu envergonhadamente me incluo) que o veem apenas como uma grande piada e um tesouro do que pode ser chamado de "Trash Mainstream". Felizmente, a carreira de nenhum dos envolvidos foi abalada tão drasticamente (Tim Robbins até ganhou um Oscar mais tarde, pelo excelente "Um Sonho de Liberdade"), mas ainda assim é uma mancha negra nas carreiras de todo o elenco e crew. Pior para Lucas, que apenas produziu mas que acabou, quase que sozinho, pagando o pato.

                                                      Trailer de "Howard , O Super-Herói":

Howard The Duck (EUA, 1986)
Direção: Willard Huyck
Elenco: Lea Thompson, Jefrrey Jones, Tim Robbins, Chip Zien, Ed Gale, Paul Guifoyle, Tim Rose, Virginia Capers

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rebeldes da Academia (1980)


Olá amiguinhos! Esta resenha foi publicada originalmente no blog Nerds Paraenses, e resolvi re-postá-la aqui no blog!
Em 1979, John Landis dirigiu um pequeno filme para o público juvenil chamado “Clube dos Cafajestes” (“National Lampoon’s Animal House”, no original). Ninguém esperava que um filme de orçamento medíocre (custou apenas 3 milhões de doletas) se tornasse um tremendo sucesso(arrecadando 141 milhões só nos EUA). “Clube dos Cafajestes” arrebentou a boca do balão e transformou John Landis num diretor de primeiro escalão, levando-o a dirigir filmaços como “Um Lobisomem Americano em Londres” (“An American Werewolf in London”,1981) e o vídeo do grande hit pop de todos os tempos, “Thriller”, de Michael Jackson.
Acontece que “Clube dos Cafajestes” foi apadrinhado por uma revista humorística chamada “National Lampoon”, e logo após o lançamento do filme essa revista ganhou mais popularidade. Logo uma penca de revistas humorísticas também tentavam se aproveitar dessa onda, emprestando seus nomes à filmes, mesmo que não estivessem envolvidos na produção ou roteiro.
Vendo tudo isso, a Warner Bros. resolveu que também ia faturar em cima dessa onda recente. Por isso, pegou emprestado o nome da principal revista humorística do país, a MAD, que é de sua propriedade (sendo o único título ainda publicado da clássica linha da EC Comics), e encomendaram o roteiro para a dupla Tom Patchett (criador de Alf, o Eteimoso) e Jay Tarses.
Rebeldes da Academia conta a história de quatro garotos problemáticos chamados Ike, Hash, Oliver e Chooch (interpretados respectivamente por Wendell Brown, Tommy Citera, Hutch Parker e… Ralph Macchio!) que são enviados para uma academia militar, onde encontram todos os tipos de estereótipos raciais e sexuais, coisas como o militar sádico Major Vaughn Liceman (Ron Liebman) e seu cachorro com farda militar (que se parece muito com o cão do Sargento Tainha, das tirinhas do Recruta Zero…), uma professora gostosa de armamentos (Barbara Bach) e até um professor de dança homossexual (interpretado por Tom Polston).






A partir daí o roteiro fica muito confuso, embora tende a focar na rivalidade de Oliver e Major Liceman, que acaba se apaixonando por Candy (Stacey Nelkin), a namorada de Oliver, que também está numa academia militar situada bem pertinho de onde o garoto está(!).
Li uma vez que se um dia alguém quiser fazer uma cartilha sobre como não fazer comédias, deveriam usar este filme como exemplo prático. É verdade, pois “Rebeldes da Academia” não funciona em  momento algum e em nenhum aspecto. Mal – editado, interpretações sofríveis (com exceção de Liebman, que é ótimo, mesmo fazendo os recrutas falarem as coisas um monte de vezes dizendo “Say It Again! Say It Again!”) , roteiro ridículo e cheio de piadas forçadas e trocadilhos ridículos que faz “Agamenom, o Repórter” parecer um concorrente ao Oscar de melhor roteiro original, e o mais trágico, a direção sem ritmo e densa de um sujeito chamado Robert Downey (sim, o pai do Tony Stark!), que, convenhamos, como diretor nunca foi lá essas coca- cola. Algumas piadas que podiam ficar legais e que combinavam com o humor sem noção da MAD, como a banda do colégio, desafinada de dar dó, que acaba quebrando o quadro do filme, são destruídas pelas mãos de ferro de Downey Sr. Ao fim da projeção, fica a sensação de ter perdido parte do seu tempo vendo essa joça. Uma piada ruim, que podia ter se tornado brilhante na mão de gente como Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker.

Na época, a equipe da MAD, junto do lendário editor Bill Gaines, logo após o lançamento do filme publicaram um editorial se desculpando com os leitores pela ruindade da obra. Dizem até que Bill Gaines respondeu pessoalmente a todas as cartas que reclamassem da porcaria do filme. Porém, mostrando que sabe rir da própria cara, a revista publicou uma sátira do filme, que ao contrário das sátiras tradicionais, que contém muitas páginas, só tinha duas páginas. A sátira termina com uma conversa entre editores e desenhistas, que dizem que o filme é escroto demais até para tirar um sarro!

Depois da tragédia, Bill Gaines pagou 30 mil doletas para a Warner Bros. retirar do filme todas as referências à revista. Assim, todas as cenas em que Alfred E. Neuman aparece foram removidas e permaneceram assim até a morte de Gaines, nos anos 90, quando o estúdio colocou de volta no filme todas as referências à MAD.
 Porém, vale ressaltar os quatro únicos pontos positivos desse filme:
  1. Vale assisti-lo numa sessão com os amigos para rir da escrotice da produção;
  2. Ver Ralph Macchio antes de ficar famoso com “Karatê Kid”;
  3. A ótima trilha sonora, com clássicos de bandas como Blow – Up, Blondie, Ian Hunter, Cheeks, Stooges, The Kinks, Sammy Hagar, Lou Reed, e muitos outros caras geniais;
  4. Ver um Robert Downey Jr. ainda com cara de moleque, fazendo participação especial e pagando o tradicional mico de início de carreira. Felizmente,não foi creditado (e deve agradecer até hoje).
                                                      Trailer de "Rebeldes da Academia"

MAD Magazine Presents Up The Academy (EUA, 1980)
Direção: Robert Downey
Elenco: Wendell Brown, Tommy Citera, Hutch Parker, Ralph  Macchio, Harry Teinowitz, Barbara Bach, Ron Liebman, Stacey Nelkin, Tom Polston, Ian Wolfe, Robert Downey Jr.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ESPECIAL BATMAN - Extra: Mulher-Gato (2004)


Bú!

                                                                   Mulher-Gato (2004)


Pois é meus queridos, voltemos alguns anos no tempo...
Enquanto os engravatados da Warner trabalhavam para fazer um Batman decente no cinema com a direção de Christopher Nolan, praticamente ao mesmo tempo eles resolveram entregar essa bomba atômica pra gente. 

Ótima atuação...do gato.
Desde 1997, com o fracasso comercial e de crítica de Batman & Robin, a DC Comics estava fora das telas do cinema. Enquanto tentavam, sem sucesso, emplacar projetos como "Batman Vs. Superman" e "Batman Ano Um" no estúdio, Benjamin Melniker e Michael E. Uslan (os produtores dos filmes do morcegão) resolveram também tirar esse projeto do limbo, afinal um filme da mulher gato era prometido desde 1992, quando a ideia era ter Tim Burton de novo na direção e Michelle Pfeiffer novamente como Mulher-Gato. Porém Burton acabou ficando ocupado produzindo "Ed Wood" e "Batman Eternamente", e o projeto ficaria esquecido até 2003. Seguindo uma ideia de Joel Schumacher, que sonhava em fazer "Batman Ano Um" com uma vilã negra, os produtores escolheram Halle Berry, que parecia ser a escolha ideal na época, afinal já era conhecida dos fãs de HQ por ter interpretado a Tempestade nos dois filmes de X-Men e tinha ganho o Oscar de melhor atriz por "A última Ceia". As primeiras fotos e trailers já mostravam que era um desastre anunciado, mas muitos ainda nutriam esperanças pelo filme.

Esta pérola conta a história de Patience Philips, uma mulher toda desajeitada e que se veste igual a Blossom e que trabalha em uma empresa de cosméticos chefiada por George e Laurel Hedare (Lambert Wilson e Sharon Stone). Patience leva uma vida horrorosa, sendo sempre perturbada pelos vizinhos que insistem em fazer festas e pelos seus próprios chefes. Um dia, Patience acaba descobrindo um segredo terrível: os cosméticos dos irmãos Hedare causam efeitos colaterais gravíssimos nos consumidores, acabando com a pele dos coitados. Ao ser descoberta e perseguida patience acaba sofrendo um acidente enquanto a água é despejada do esgoto da empresa, onde ela foi parar. Ao parar desmaiada numa parte seca do rio, acaba cercada por um monte de gatos (em referência a "Batman - O Retorno") e quando um gato solta uma baforada em sua cara (!) ela acaba adquirindo habilidades semelhantes às de um felino. Agora dotada de incríveis poderes e ajudada pelo policial Lone (Benjamin Bratt) e pela misteriosa Ophelia Powers (Frances Conroy), Patience torna-se a Mulher-Gato, uma anti-heroína em busca de justiça contra seus antigos patrões.
Miau... NOT!
SIM, ESTA É A HISTÓRIA DESSE FILME!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mulher-Gato tem tudo de ruim que uma adaptação de quadrinhos pode ter. A direção é muito ruim (cortesia do infame diretor conhecido como Pitof), todo mundo está horrível, os efeitos são horrorosos (com destaque para a cena inicial na cidade, que parece um projeto de escola para construir uma cidade) os vilões são ridículos e o que é pior: ESSE FILME NÃO TEM NADA A VER COM BATMAN OU QUALQUER QUADRINHO DA DC COMICS!! Nesse Spin-Off, Gotham City ou Batman sequer são mencionados, não há um vilão dos quadrinhos e o nome da heroína nem é Selina Kyle! Este provavelmente é o maior insulto aos quadrinhos ao universo de Batman e da DC Comics desde Batman & Robin, e é de se espantar do fato de a DC ter apoiado isso. Até hoje é de se ficar abismado com a ruindade da produção!

Enfim, a Warner aprendeu a lição e começou a pensar em como trazer seus heróis (ou pelo menos Batman, já que Superman - O Retorno e Lanterna Verde são duas bombas) para as telas de uma forma digna, e logo o filme foi encoberto pela estreia de Batman Begins um ano depois.

Bem, já posso parar de falar sobre esse filme,afinal, ninguém queria lembrar dele mesmo, né?
Ah, preciso tirar isso da minha cabeça, mas como?




Ah, agora sim!
                                                         
  Trailer de "Mulher - Gato"



Catwoman (EUA,2004)
Direção: Pitof
Elenco: Halle Berry, Sharon Stone, Benjamin Bratt, Lambert Wilson, Frances Conroy, Kim Smith

ESPECIAL BATMAN - Parte 07: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

Parte 01
Parte 02
Parte 03
Parte 04
Parte 05
Parte 06

FI-NAL-MEN-TCHI:


                                                  O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)


Quando a trilogia de Christopher Nolan estreou com "Batman Begins", a ordem era clara: esquecer os filmes anteriores. Não haveria mais Bat-mamilos, Bat-nádegas, Bat-cartão de crédito e heróis inexpressivos. O papo agora era sério. E o recado foi entendido: logo, quase ninguém ligava mais para os filmes de Burton e Schumacher (embora na minha modesta opinião os filmes de Burton fizeram mais pelo herói do que a trilogia  de Nolan).


Em "O Cavaleiro das Trevas Ressurge", Bruce Wayne (Christian Bale em sua melhor atuação na saga) está sem atuar como Batman há oito anos, desde a morte do promotor Harvey Dent no último filme. Gotham vive tempos de paz graças à Lei Harvey Dent, criada pelo Comissário Gordon (Gary Oldman), que varreu as ruas da cidade dos maus elementos, embora tenha sido sustentado por uma mentira. Porém, os tempos tranquilos estão para acabar, pois o terrorista conhecido como Bane (Tom Hardy, excepcionalmente caricato), discípulo de Ra's Al Ghul, está indo para Gotham com o intuito de concluir o trabalho de seu mentor.

Enquanto isso, também acompanhamos a ladra Selina Kyle (Anne Hathaway,hmmmm...miau!), que vive passando a perna na galera, mas seu plano na verdade é conseguir um projeto chamado "Ficha Limpa", para como o nome diz, limpar sua ficha criminal e talvez seguir uma outra vida. O problema é que o projeto está nas mãos de um dos aliados de Bane, e é claro que as vidas da ladra, do vilão e do herói vão se cruzar numa batalha épica pelo futuro de Gotham. Porém, Batman receberá a ajuda da própria Selina, do Comissário Gordon e do jovem policial Blake (Joseph Gordon-Levitt).

Embora eu tenha minha opinião sobre a importância de cada filme, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" tornou-se meu preferido de todos os Bat-filmes. Por uma razão: ele é o mais equilibrado de todas as produções. Enquanto você percebe que o universo mais realista criado por Nolan para o herói é exibido em sua melhor forma, ao mesmo tempo você tem várias referências - bem mais escancaradas aqui do que nos dois antecessores- aos quadrinhos e inclusive a série camp dos anos 60 (afinal, quer final de filme de herói mais clichê do que uma explosão nuclear?). Enquanto os filmes anteriores (especialmente "O Cavaleiro das Trevas") optaram por ter uma narrativa mais crua e séria, este filme passa uma sensação de que não se deve levá-lo muito a sério SPOILERS - Prova disso é aquele clichê típico de filmes de heróis, em que Miranda Tate (a linda Marion Cotillard) revela para Batman que na verdade é Thalia Al Ghul, filha de Ra's e resolve explicar seu plano vilanesco. Detalhe: com uma faca enfiada em Batman, que se contorce de dor e depois nem lembra que está ferido. Outra pista de que o filme não deve ser levado muito a sério é a revelação do nome verdadeiro de Blake, uma homenagem escancarada aos fãs que pode-se dizer que sabiam que isso ia acontecer. FIM DOS SPOILERS

Embora seja um filme que divide opiniões, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" é um ótimo filme e um ótimo encerramento para uma grande trilogia. Vai ser muito difícil fazer algo a altura, mas não é impossível. Agora, a maior espera de um filme da DC Comics, depois do novo filme do Super-Homem, é obviamente o filme da Liga da Justiça, previsto para 2015. O maior problema será encontrar uma forma de inserir um novo Batman no universo que será criado. Então uma coisa nós temos que dizer: Vamo trabalhar Warner!

                                              Trailer de "O Cavaleiro das Trevas Ressurge"


The Dark Knight Rises (EUA,2012)
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Tom Hardy, Matthew Modine, Joseph Gordon-Levitt, Morgan Freeman

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ESPECIAL BATMAN – Parte 05: Batman Begins (2005)


Leia a parte 01
Leia a Parte 02
Leia a Parte 03
Leia a Parte 04

Olá, amiguinhos. Pois bem, volto a escrever sobre os filmes do nosso querido homem-morcego. Eis o nosso:


                        Batman Begins (2005)


No final dos anos 90, a Warner Bros. Finalmente enxergou a cagada que permitiram fazer com a grande criação do tio Bob Kane: O Batman. A má repercussão de “Batman & Robin” foi um balde de água fria na cabeça dos engravatados da WB. Porém, o morcegão já era um personagem pop graças aos filmes, o filão que, depois dos desenhos, era de onde mais saía lucro. Algo precisava ser feito, e para isso eles resolveram dar um pé na bunda de Joel Schumacher, que estava todo animado para começar a trabalhar em “Batman Triumphant” e resolveram fazer uma aposta arriscada na época, mas que hoje em tão comum no dicionário nerd, um Reboot. Após várias tentativas frustradas de levantar o projeto, apenas no fim da primeira metade dos anos 2000 a coisa foi dar pé, com a contratação de Christopher Nolan, que havia dirigido os ótimos “Amnésia” e “Insônia”.

Nolan confessou que não era grande fã de quadrinhos, e pra ajuda-lo a escrever um roteiro valendo para o filme contatou seu amigo David S. Goyer (antigo colaborador da Full Moon de Charles Band e roteirista dos filmes do Blade), grande fã de Batman. A ideia dos dois era trazer um Batman mais próximo do mundo real, mais cru, e assim foi. Pois em 2005, após muita curiosidade dos fãs e uma grande campanha de marketing em volta, estreou “Batman Begins”.
A trama de “Batman Begins”, diferente dos filmes da série antecessora, é focada principalmente no lado humano e tem quase cunho psicológico (algo que tentaram fazer em Batman Eternamente e ficou tosquíssimo). Logo de início vemos a situação que marca pra sempre a vida do jovem Bruce Wayne: enquanto brincava com a amiga Rachel Dawes no jardim da Mansão Wayne, Bruce acaba caindo em um buraco bem profundo, de onde saíram vários morcegos que acabaram atormentando o pimpolho. Nascia aí a sua fobia pelos morcegos. Após ficar atormentado por lembranças desse incidente durante uma ópera, Bruce pede aos pais pra ir embora. Saindo pela porta dos fundos do teatro no beco da morte, a família Wayne é surpreendida por um assaltante, que acaba matando os pais de Bruce. O jovem passou a ser criado pelo fiel mordomo da família, Alfred Pennyworth (Michael Caine, fazendo um desnecessário alívio cômico, algo que foi corrigido posteriormente). Após testemunhar, anos mais tarde, a morte do assassino de sua família, Bruce (Christian Bale) resolve sumir do mapa, e passa a viver como um ladrão necessitado, roubando para sobreviver e tudo mais. Depois de se meter numa briga em uma prisão sabe-se lá onde, é resgatado de lá por Ducard (Liam Neeson), que se dispôs a ensiná-lo vários truques.

Agora, Bruce tinha um ideal: fazer justiça e inspirar o medo no coração dos criminosos. Após negar-se a matar um condenado, Bruce faz o que julga ser o certo, incendiando o mosteiro do líder da Liga das Sombras, Ra’s Al Ghul (Ken Watanabe). Após salvar Ducard da morte, Bruce julga estar pronto para voltar a sua cidade natal, Gotham City, para ajudar na extinção da criminalidade.
Voltando a Gotham, Bruce reencontra Rachel (a bastante inexpressiva Katie Holmes), que agora é uma promotora pública e luta para botar o mafioso Carmine Falcone (Tom Wilkinson), enquanto começa a desconfiar da honestidade do Dr. Jonathan Crane (Cillian Murphy), que está produzindo o que ele chama de toxina do medo. Agora com a ajuda de Alfred, de Lucius Fox (Morgan Freeman,aka Deus), Rachel e do Detetive Gordon (Gary Oldman, aka Sid Vicious, Pilatos, Sirius), Batman vai tentar pôr ordem na cidade, ajudando a prender os criminosos, corruptos e ajudar a pôr fim nos planos do Dr. Crane, agora conhecido como o vilão Espantalho, que quer espalhar sua toxina na cidade inteira. As coisas ficam mais difíceis quando Ducard, que assume ser o verdadeiro Ra’s, vai a Gotham e tem planos terríveis para a cidade. Enquanto isso, Bruce Wayne também enfrenta problemas tentando recuperar a Wayne Enterprises e tirá-la das mãos do inescrupuloso William Earle (Rutger Hauer... cara, tem o RUTGER HAUER no filme!).

Visualmente, “Batman Begins” ainda lembra em partes os filmes dos anos 90 dirigidos por Burton e Schumacher. Gotham City ainda é imensa (e feita em maquete). É sombria como a de Burton e cheia de prédios como a de Schumacher, e isso parece ter sido amenizado nos dois filmes posteriores. A narrativa, entretanto, é inteiramente diferente, primando como disse anteriormente, por um ar mais realista. Temos um Batman que se machuca, chega com pontos roxos da porrada e sangra. A escolha do Espantalho como vilão parecer escancarar mais essa influência dos antigos filmes, porém ele é retratado aqui de uma forma crua, algo que Joel Schumacher provavelmente não cogitaria fazer se conseguisse tocar seu projeto Batman Triumphant. Enfim, é um ótimo filme e foi um ótimo recomeço para o morcegão na telona, o que ajudou a levantar a moral do personagem novamente.

Após o filme se tornar um grande sucesso e fazer todo mundo esquecer que os filmes de Tim Burton e Joel Schumacher existiam, a WB ficou feliz da vida e encomendou logo uma sequencia para Nolan e Goyer. O que veio anos depois foi o que muitos consideram o filme definitivo de Batman até agora. Mas isso fica pra parte 06 do ESPECIAL BATMAN.


                   Trailer de “Batman Begins”

Batman Begins (Eua,2005)
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Gary Oldman, Katie Holmes, Cillian Murphy, Rutger Hauer, Liam Neeson, Ken Watanabe, Morgan Freeman, Tom Wilkinson

terça-feira, 28 de agosto de 2012

ESPECIAL BATMAN - Parte 04: Batman & Robin (1997)



Após alguns dias parado, volto a escrever sobre os filmes do Morcegão Pop.
Esse é o...

                                                                   Batman & Robin (1997)


“Batman Eternamente” surpreendeu à todos, positivamente pra uns, negativamente pra outros. Com certeza era um filme com um clima diferente do que Tim Burton propôs nos dois primeiros filmes, parecia até outra franquia. Os fãs odiaram o clima infantil e comercial do filme, porém a crítica louvou justamente esses aspectos, e os chefões da Warner, espertos que só eles, deram carta branca a Schumacher para fazer o que quisesse neste quarto filme.  Pois ele literalmente fez o que quis, e deitou e rolou com o personagem, tratando de o deixar mais “alegre”
"Batman On Ice"

Em “Batman & Robin”, acompanhamos novamente a dupla dinâmica (com George Clooney substituindo Val Kilmer após várias brigas do ator com Joel Schumacher), que desta vez deve deter o maligno Sr. Frio (Arnold Schwarzenegger), que resolveu entrar no mundo do crime enquanto procura uma cura para sua esposa, vítima de uma doença rara, a Síndrome de MacGregor.
"A Freeeeze is coming."
 Enquanto isso, na América do Sul, a Dra. Pamela Isley (Uma Thurman) trabalha em uma experiência de cruzamento entre animais e plantas (!), e desconfia do seu parceiro de laboratório, o Dr. Woodrue (John Glover), que desenvolve um super-soro baseado na substância conhecida como Veneno. Após presenciar a cobaia do cientista, Antonio Diego, transformar-se em um ser superforte conhecido como Bane (o lutador da WWE Jeep Swenson, que faleceu logo após as filmagens), Pamela é vítima de Woodrue, que tenta matá-la jogando-a em cima de substâncias químicas. Porém, ela retorna sob o nome de Hera Venenosa, e após matar o cientista, parte com Bane para Gotham City, para encontrar Bruce Wayne, que financiava as experiências. Agora, a dupla dinâmica, além de estar passando por uma crise na parceria, tem de enfrentar o trio de vilões e ainda por cima cuidar do velho Alfred (Michael Gough), que foi diagnosticado com a mesma doença da mulher do Sr. Frio, e está prestes a morrer. Mas agora, eles contam com a ajuda de Barbara Wilson/Batgirl (Alicia Silverstone), que vem a Gotham para visitar seu tio Alfred.
“Batman & Robin” é um exemplo do que a busca cega por lucro pode resultar. O filme foi encomendado tão rapidamente após “Eternamente” por uma única razão: eles queriam vender brinquedos. Como explicou Joel Schumacher anos depois: “Em Batman & Robin, havia realmente um interesse maior do estúdio em tornar a série mais chamativa às crianças e à família, e... mais fácil de fazer binquedos.”. Ou seja, a Warner estava cagando e andando para a produção e para os fãs, apenas interessada em fabricar brinquedos, e isso fica claro no filme nos diferentes trajes usados pelos heróis e até pelos designs de carros como o do Sr. Frio e o Batmóvel, que segundo dizem, foram projetados para virar brinquedo antes mesmo do roteiro ficar pronto.
E por falar em roteiro... que bela porcaria que foi entregue pelo Sr. Akiva Goldsman (vencedor do Oscar pelo roteiro de “Uma Mente Brilhante”)! São ideias tão absurdas que tornam um martírio a experiência de assistir ao filme. O que pensar, por exemplo, do Bat-Card? Ou do Bat-Fred Flintstone? Ou então, do Sr. Frio e seu coral cantando a música do stop-motion “O Ano sem Papai Noel”?
Novamente, como em “Batman Eternamente”, qualquer expectativa sobre a película se vai nas primeiras linhas de diálogo de um roteiro com mais piadas sem graça do que seu antecessor.
Vou aqui redigir as primeiras linhas de diálogo desse brilhante roteiro. Nesta cena, a dupla dinâmica encontra-se na Bat - caverna com Alfred:
Robin: “Eu quero um carro. As garotas adoram um carro.”
Batman: “É por isso que o Super-Homem trabalha sozinho.”
Alfred: “Veja se consegue trazer este inteiro, patrão.” (Referindo-se ao Batmóvel)
Robin: “Não me espere, Al.”
Alfred: “Eu vou cancelar as Pizzas.”
o_O
Contudo, nem mesmo o público comum conseguiu engolir esse roteiro mongoloide e a direção capenga deste filme que lembra muito a série cômica dos anos 60, sendo visto por muitos como uma homenagem à tal. O filme foi um fracasso de público e crítica e os brinquedos, razão para a existência desta joça, acabaram encalhando nas prateleiras das lojas do mundo todo (dizem que ainda era possível encontrar brinquedos baseados no filme à venda nas lojas em 2002, 5 anos depois da estreia do filme). Isso bastou para a Warner, que depois de tanto prejuízo cancelou a primeira cinessérie de Batman e o contrato de Schumacher, que já planejava a continuação de sua bomba, que se chamaria “Batman Triumphant”, que contaria com Nicolas Cage como o vilão Espantalho, que ressuscitaria o Coringa em uma de suas experiências, e com a vilã Arlequina.
Após vários projetos que deram com os burros n’água, a Warner finalmente encontrou a solução para Batman no cinema: um reboot. Mas isso já é assunto para a próxima parte do ESPECIAL BATMAN.

                                                            
                                                            Trailer de “Batman & Robin”

Batman & Robin (EUA,1997)
Direção: Joel Schumacher
 Elenco: Arnold Schwarzenegger, George Clooney, Chris O’Donnell, Uma Thurman, Alicia Silverstone, Jeep Swenson, Pat Hingle, Michael Gough, Elle MacPherson, John Glover

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ESPECIAL BATMAN - Parte 03: Batman Eternamente (1995)


Ok, depois de termos falado de dois (apesar dos defeitos) clássicos filmes do Morcegão dirigidos por Tim Burton, vamos começar a falar agora de outros dois filmes menos memoráveis...

Com vocês...

                                                      
                                                        Batman Eternamente (1995)

Bem, depois de “Batman – O Retorno” ter sido menos bem-sucedido em bilheteria do que seu antecessor, e depois de causar medo em criancinhas choronas, a Warner decidiu que o próximo filme de Batman deveria ser um entretenimento para toda a família. Por isso, Tim Burton foi demitido do cargo de direção e tornou-se apenas o produtor, e em seu lugar foi chamado Joel Schumacher. Tudo parecia caminhar para o rumo certo, afinal Schumacher já era um velho conhecido do estúdio e da crítica: havia dirigido o clássico “Os Garotos Perdidos” de 1987 e fez o bem-sucedido “Um dia de Fúria”, com Michael Douglas em 1993 para a Warner. Ele parecia ser a opção ideal para ocupar a cadeira de diretor de um filme como esse pois realizava filmes sérios e que eram garantia de bons números.
Michael Keaton, que fizera Batman nos dois filmes de Burton, não concordou em participar deste, e então foi substituído por Val Kilmer. Kilmer teve diversos problemas com Schumacher, o que rendeu um clima tenso durante toda a produção do filme. Vários nomes de peso se juntaram ao elenco: Tommy Lee Jones, Nicole Kidman e Jim Carrey foram contratados para fazerem o Duas Caras, a Dra, Chase Meridian e O Charada, respectivamente. Enfim, após muito se esperar, finalmente o filme chega aos cinemas em 16 de Junho de 1995.
Na trama, Batman (Kilmer) tem que combater o Duas-Caras (Tommy Lee Jones), que antes era um promotor honesto e que através de um ácido lançado em seu rosto por um membro da máfia acaba ficando louco e transforma-se em um criminoso que culpa o Morcego pelo acontecido. Desta vez, Batman tem a ajuda da Dra. Chase Meridian (Nicole Kidman), que queria conhecer o  herói (muito) pessoalmente.
Enquanto isso, um funcionário da Wayne Enterprises, Edward Nygma (Jim Carrey) trabalha em uma doentia invenção: um leitor de mentes que seria acoplado em todas as Televisões de Gotham City. Bruce Wayne rejeita o invento, assim como um dos chefes da empresa que Nygma mata e depois faz todos pensarem que cometeu suicídio. Agora, assumindo a identidade do Charada, se une com Duas-Caras, prometendo ajuda-lo a descobrir quem é o Batman se este o ajudar a conseguir dinheiro para lançar seu invento. Porém, Batman não estará sozinho na luta contra a dupla, pois Dick Grayson (Chris O’Donnell), um jovem que teve sua família morta pelo Duas-Caras, assume a identidade de Robin e planeja vingar-se do vilão.
“Batman Eternamente” parece até interessante, porém o jeito como a história é contada, a direção capenga, entre outros problemas, o fazem um filme simplesmente absurdo e impossível de se levar a sério. O filme até começa bem, com um clima opressor mas visivelmente mais acolhedor que o clima dos filmes de Tim Burton, porém qualquer expectativa sobre ele desmorona logo após as primeiras linhas de diálogo do filme:
Alfred: “- Posso persuadí-lo a levar um sanduíche para viagem?”
Batman: “- Eu passo no Drive Thru.”
EEEECAAA! Além disso, ainda temos Val Kilmer extremamente canastrão e que não impõe respeito como Batman de verdade. Os problemas ainda não acabaram: A Dra. Chase de Nicole Kidman, apesar de uma ser fatalmente sedutora, é um dos personagens mais chatos que já colocaram em um filme de Super-Herói, o Robin, que é um criança órfã e indefesa que é treinada por Batman para tornar-se um vigilante, aqui no filme interpretado por O’Donnell, já é um marmanjo crescido com quase 30 anos que Bruce Wayne acolhe em sua casa (hmmmmmmm...), depois não querem que falem...
Sem falar que a Gotham de Joel Schumacher é beeem diferente daquela que conhecemos. Em vez de uma cidade gótica e sombria, o que vemos é uma metrópole espalhafatosa coberta por neon e com holofotes e estátuas enormes em todos os cantos. Outro ponto baixíssimo e que ajuda a enterrar o filme são as caracterizações dos vilões: enquanto que em “Batman: A Série Animada”, que estava no ar durante a produção dos três primeiros filmes, o Charada e o Duas-Caras eram vilões extremamente maus e carismáticos, aqui eles são apenas dois palhaços que vivem dando risadinhas e vestem roupas engraçadas. Tommy Lee Jones é praticamente uma cópia canastrona e exagerada do Coringa de Jack Nicholson, lá do primeiro filme. Enfim, uma abominação só, porém isso não impediu o filme de tornar-se a segunda maior bilheteria de 1995, atrás apenas de “Toy Story”, de John Lasseter.
Alguns críticos aprovaram o filme, outros ,seguindo o exemplo dos fãs, o abominaram, mas no meio disso tudo algumas pessoas estavam felizes: os executivos da Warner adoraram a recepção comercial do filme e rapidamente encomendaram uma sequência. E o resultado dessa tragédia eu conto na Parte 04 do ESPECIAL BATMAN.

Trailer de “Batman Eternamente”


Batman Forever (EUA,1995)
Direção: Joel Schumacher
Elenco: Val Kilmer, Tommy Lee Jones, Jim Carrey, Nicole Kidman, Chris O’Donnell, Drew Barrymore, Michael Gough, Pat Hingle

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

ESPECIAL BATMAN – Parte 02: Batman – O Retorno (1992)


Na primeira parte do nosso ESPECIAL BATMAN eu falei sobre o primeiro dos dois filmes do morcegão dirigido por Tim Burton. Agora, vamos um pouco mais além.
Bem vindo ao nosso:


                                                             Batman – O Retorno (1992)


Depois do grande sucesso nunca antes visto para um filme de Super-Herói, a Warner encomendou logo uma sequência para Batman. Chamaram novamente Tim Burton, que dessa vez teria completo controle criativo sobre a obra, diferentemente do filme de 1989, em que Burton era um reles empregado à mando do estúdio, o que em parte resultou em sua direção burocrática. A cada foto divulgada, a animação dos fãs aumentava. Realmente não tinha o que dar errado. Mas deu. Não muito, mas deu.
Em “Batman – O Retorno” acompanhamos novamente o playboy Bruce Wayne (Michael Keaton...sim, novamente)em sua luta contra o crime em Gotham City sob a máscara do Batman. Os tempos mudaram em Gotham e a criminalidade parece ter dado um tempo. A cidade tornou-se mais consumista graças ao império comercial erguido pelo inescrupuloso empresário Max Shreck (Christopher Walken), que planeja ativar uma usina nuclear na cidade. Após um ataque durante um comício do prefeito, Shreck acaba sendo sequestrado pelo Pinguim (Danny DeVito, assustador), que chantageando o empresário, pede para que este o ajude a se reintegrar à sociedade, pois o cara vive nos esgotos da cidade desde que seus pais apavorados o jogaram em uma correnteza.

Enquanto isso, a secretária de Shreck, Selina Kyle (Michelle Pfeiffer, miau!)acaba descobrindo os terríveis planos do patrão e por isso é arremessada do último andar da empresa por Max. Porém ela é foda, e fica apenas desacordada por alguns minutos enquanto é mordida por alguns gatos. Chegando em casa, Selina tem um ataque de nervos e incentivada pelo ódio torna-se a Mulher-Gato.

Para conseguir reintegra-se a sociedade, o Pinguim arma o sequestro do filho do prefeito durante uma coletiva de imprensa, somente para devolvê-lo depois são e salvo. Da noite para o dia, o pária torna-se um exemplo de cidadão, e Shreck resolve aproveitar-se da popularidade de Cobblepot (nome verdadeiro do Pinguim) para lança-lo a candidatura de Gotham, a fim de ganhar poder político e conseguir finalmente construir sua usina. Porém, para cada um conseguir seus objetivos, é preciso tirar Batman do caminho, mas tudo fica mais difícil quando as identidades secretas do Morcegão e da sexy larápia se apaixonam.

Lançado 3 anos depois de seu antecessor, “Batman – O Retorno” conseguiu consertar algumas coisas que no primeiro filme pareciam mal resolvidas. Burton realmente parece mais livre neste do que no outro, até porque tinha em suas mãos uma história melhor para contar. Mas o filme não é perfeito: algumas coisas do roteiro só fizeram piorar desde o filme de 1989. Como aceitar, por exemplo, que os pinguins do esgoto ensinaram um bebê a falar, o vestiram, e ainda por cima são capazes de lançar mísseis? Outro ponto negativo, mas que está presente em quase todos os filmes desta série de Batman, é que o herói muitas vezes fica de lado para melhor desenvolvimento dos vilões(mas isso é até perdoável, já que o hábito dos vilões roubarem a cena vem desde a série cômica).

Mas é claro, o filme tem muitos pontos positivos, que fazem dele o melhor da primeira franquia do herói na Warner. A trilha de Danny Elfman, uma variação da do primeiro filme, continuou impecável, Michael Keaton já não estava mais tão pamonhão como no filme antecessor, Danny DeVito estava ótimo como o sombrio Pinguim, e Michelle Pfeiffer...ah...estava sendo sexy de um jeito único, fazendo a Mulher-Gato definitiva no cinema (minha opinião, não que eu não goste da Anne Hathaway, MUITO pelo contrário).

Bem, após a estreia o filme fez uma bilheteria muito boa, porém, novamente os engravatados da Warner resolveram meter o bedelho: após reclamações dos pais, que levavam seus filhos para ver o filme, e que acabavam se assustando pelo clima sombrio, saindo no meio da sessão, os executivos acharam melhor trocar Tim Burton por um outro diretor com toque menos sombrio. Mas isso fica para a Parte 03 do ESPECIAL BATMAN


Trailer de “Batman – O Retorno”


Batman Returns (EUA,1992)
Direção: Tim Burton
Elenco: Michael Keaton, Danny DeVito, Michelle Pfeiffer, Pat Hingle, Christopher Walken, Michael Gough