segunda-feira, 11 de junho de 2012

Explosões,caras durões e picaretagem: A história resumida da Cannon Films


Eu nasci em 1995. Nessa época (metade da década de 1990), o VHS já demonstrava estar ruim das pernas. Em breve ele seria substituído por uma forma mais avançada de assistir filmes em casa, neste caso o DVD. Apesar disso, minha educação fílmica foi criada justamente com filmes lançados antes dessa triste decadência da fita de vídeo. Quando era criança,minha casa era cheia de VHS piratas com capa de xerox,quando não,sempre tinha alguma fita da distribuidora América Video,com aquelas capas com moldura azul e estrelinhas brancas, que alguém tinha "esquecido" de devolver pra locadora. Como sempre gostei de ler qualquer coisa,acabava as vezes lendo as informações nas capas. Foi nessa época que tomei conhecimento da Cannon Pictures,pois a América Video foi a empresa que lançou os filmes do estúdio em VHS aqui no Brasil.

Acho que todo mundo que frenquentou videolocadoras nos anos 80 e 90 deve ter pego uma fita de um filme produzido pela Cannon. VOCÊ já deve ter assitido milhões de vezes muitos filmes da Cannon sem saber, pois vários desses filmes já foram campeoníssimos de reprises nas sessões da tarde ou cinemas em casa da vida.

A Cannon Pictures foi fundada em 1967 pelos primos israelenses Menahem Golan e Yoram Globus. Eles começaram produzindo filmes de baixíssimo orçamento na sua terra natal, Israel. Porém com o sucesso internacional de um filme chamado "Lemon Popsicle", os primos acabaram mudando suas operações para o Estados Unidos, onde o filme havia feito bastante sucesso. "Lemon Popsicle" é considerado o primeiro besteirol adolescente, gênero hoje bem estabelecido graças à franquia "American Pie", levando assim os méritos que por muito tempo foram creditados à "Porky's: A casa do amor e do riso", de Bob Clark, feito dois anos depois, em 1980.

Já estabelecidos nos EUA, os primos com a sua Cannon Pictures acabaram por dominar a indústria de filmes de baixo orçamento no país, principalmente do gênero ação. Chuck Norris, Jean-Claude Van Damme, Charles Bronson, Sylvester Stallone, Michael Dudikoff e Robert Ginty eram as figurinhas carimbadas do estúdio. Vez ou outra um filme estrelado por qualquer um deles saía para a alegria dos fãs de ação casca-grossa. Porém, os planos de Golan - Globus iam além. Com toda a grana arrecadada com essas produções, sempre de baixo orçamento mas com bastante retorno finaceiro, eles pretendiam finaciar filmes, digamos, "artísticos". Pretendiam com isso ganhar o respeito da crítica, que os chamava de picaretas e caça-níqueis, e mais do que tudo, uma pomposa prateleira enfeitada com vários Oscars. Ainda na década de 80, enquanto a Cannon lançava mais e mais filmes baratos e toscos, lançavam também filmes como "Rei Lear" (de Jean-Luc Godard,1987), "Otelo" (de Franco Zeffirelli,1986), e "Barfly: Condenaods pelo vício" (de Barbet Schroeder e com produção executiva de Francis Ford Coppola,1987), entre alguns outros.

Porém, o sonho do respeito e dos Oscars nunca se realizou: todos esse filmes afundaram vergonhosamente nas bilheterias. O "Rei Lear" de Godard é um caso mais interessante e específico: dizem que Golan e Globus não entendiam muito da linguagem artística do diretor, mas confiavam em Godard. O diretor, por sua vez, só fez filmar qualquer coisa e pegar o dinheiro dos primos após as filmagens. A crítica desceu o pau na produção, chamando-o de "piada de mau gosto". O Crítico Desson Howe disse que "enquanto o dramaturgo valorizava a claridade e a poesia, Godard procura a ofuscação e a banalidade. Shakespeare apontava para a universalidade, enquanto Godard procura desvalorizar tudo, inclusive a obra em si."

Por essa época, a Cannon começou a dar tiro no próprio pé. Durante a metade da década de 80, o estúdio tinha mais filmes em produção do que dinheiro para bancá-los. Só em 1985,por exemplo, a Cannon lançou por volta de 43 filmes. Além disso, muitas e equivocadas apostas ajudaram a acelerar o processo de falência da empresa, com por exemplo o exorbitante salário pago a Sylvester Stallone para fazer "Falcão - O Campeão dos Campeões", que foi um fracasso de público e crítica, a produção de "Superman IV: Em Busca da Paz" que foi inicialmente orçada em 36 milhões de doletas e que graças aos problemas finaceiros do estúdio foi reduzido para a mixaria de 17 milhões, e também o contrato milhonário com Tobe Hooper, onde ele deveria fazer 3 filmes na empresa: "Invasores de Marte" "O Massacre da Serra Elétrica 2" e "Força Sinistra" - ambos fracassaram nas bilheterias.

Tudo corria de forma trágica para Golan e Globus, até que finalmente em 1988 a Cannon declarou falência, tendo assim que cancelar vários filmes que já haviam sido anunciados, como a continuação de "Mestres do Universo" e a menina dos olhos da empresa, a tão sonhada adaptação de "Homem Aranha", que seria dirigida por Hooper, depois por Joseph Zito e acabou parando nas mãos do diretor de tralhas Albert Pyun (que mais tarde dirigiria aquele pavoroso filme do Capitão América estrelado por Matt Salinger, e que foi produzido pelo ex-Cannon Menahem Golan). Com as sobras dos figurinos e cenários contruídos originalmente para essas duas produções, Cannon e Pyun realizaram "Cyborg - O Dragão do Futuro", com Van Damme, o último clássico do estúdio, que logo depois fechou as portas.

Menahem Golan: Após a Cannon bater as botas, continuou produzindo filmes de orçamento inexistente, com menção ao "Capitão América" de Albert Pyun. Sua última produção chama-se "Marriage Agreement",de 2008.

Yoram Globus: Também seguiu o caminho de seu primo, continuando a produzir filmes. Sua última produção, entitulada "Havurat Rosh Kruv" data de 2010.

Confira alguns posters das produções da Cannon:


 
O Último Americano Virgem

 

                                                        Braddock: O Super Comando

                                                                     Stallone Cobra

                                                      Superman IV: Em Busca da Paz

                                                                     Comando Delta

                                                                    American Ninja


                                                     Falcão: O Campeão dos Campeões


                                            ...e o clássico dos clássicos... Desejo de Matar 3
Obs: Muitos desses títulos estão disponíveis em DVD. A maioria pela MGM, mas também pode-se encontrar uns pela Warner. Corre logo e compra!

sábado, 19 de maio de 2012

Top Secret! - Superconfidencial (1984)

No post do blog Nerds Paraenses em que escrevi sobre "Rebeldes da Academia"(Dir: Robert Downey,1980), eu falei sobre como um filme com tanto potencial poderia ter se tornado brilhante se estivesse nas mãos de gente como o trio Zucker-Abrahams-Zucker. Pois assistindo "Top Secret", esse sentimento se torna mais forte. Digo isso porque é impossível não gostar desse besteirol encantador.


Em "Top Secret!" acompanhamos o jovem rockstar Nick Rivers (Val Kilmer,de "The Doors" e "Fogo Contra Fogo", pela primeira vez estrelando um filme), que é chamado pelos aliados do General Streck (Jeremy Kemp) para tocar em um festival internacional de música na Alemanha Oriental. Acontece que o festival na verdade não passa de um truque dos militares alemães de desviar a atenção do mundo de um ataque de submarinos aliados arquitetado por eles. Vemos que Rivers é um superstar,aparecendo em várias revistas e fazendo shows por todo EUA. Até que o jovem parte para a viagem junto com seu empresário Martin (Billy J. Mitchell). Chegando na Alemanha Oriental, eles são recebidos pelo Coronel Von Horst (Warren Clarke, o Dim de "Laranja Mecânica", em uma ótima atuação) que é irritado pelo jovem cantor.




Tudo corria muito bem como os militares previam, até que em um baile, Nick conhece a bela Hillary Flammond (Lucy Gutteridge), que está fugindo dos Miltares, pois é uma das integrantes do Grupo de Resistência às tropas. Assim, Rivers acaba descobrindo as verdadeiras intenções dos alemães, e a pedido de Hillary, aceita participar da misssão para salvar o pai da moçoila, o Dr. Flammond (Michael Gough, o Alfred dos "Batman" de Burton e Schumacher), que havia sido aprisionado pelas tropas de Streck. Porém, Nick vive fazendo merda, e após bater em um oficial, acaba indo para numa prisão, onde na fuga acaba encontrando o Dr. Flammond, e promete reunir a resistência.





Após ser liberado para fazer mais shows na cidade, Nick acaba reencontrando Hillary, que conta pra ele que teve um caso com Nigel (Christopher Villiers), que havia crescido com ela em uma ilha deserta (com em A Lagoa Azul). Logo descobrimos que Nigel também faz parte da resistência, e juntos de outros membros - que eu não citarei os nomes pra não destruir uma das melhores piadas do filme- partem para resgatar o pai de Hillary e pôr um fim no plano dos Militares.


"Top Secret!" é incrivelmente encantador, engraçado e nonsense, assim como todas as produções do trio ZAZ (em especial "Apertem Os Cintos...O Piloto Sumiu!" e "Corra Que A Polícia Vem Aí"). Porém, este tem um charme especial, por conta das homenagens a filmes de guerra e aos filmes de Elvis Presley. As músicas são um caso à parte: valendo menção ao tema de abertura, "Skeet Surfin'" e ao cover maluco de "Tutti Fruti", uma das melhores cenas do filme. Ótima também é a pequena participação de Peter Cushing, o eterno matador de vampiros Van Helsing, em uma cena que só pode ser classificada como surreal.


Enfim, resolvi não escrever muito (como no post anterior, diga-se de passagem), para não estragar as surpresas caso você for procurar esse filme. Vale muito uma procura, e é garantia de uma animada sessão com os amigos regada à cerveja, junto com outros clássicos dos irmãos Zucker.




Trailer de "Top Secret!"
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Top Secret! (EUA,1984)
Direção: Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker
Elenco: Val Kilmer, Lucy Gutteridge, Jeremy Kemp, Michael Gough, Warren Clarke, Peter Cushing, Omar Sharif, Christopher Villiers, Billy J. Mitchell)

domingo, 13 de maio de 2012

A Lenda de "Superman Lives"!


Existe uma coisa que li há algum tempo e concordo plenamente: Falar de bons filmes baseados em quadrinhos é fácil,pois são poucos,mas os ruins...são tantos que a lista parece não ter fim. No mesmo artigo, o autor nos indagava: "Você já parou pra pensar naqueles filmes que sequer foram lançados?". Resolvi começar uma pesquisa sobre estes filmes,e no meio disso desenterrei essa história bem interessante e bizarra.

O ano era 1996,e a Warner Bros.,motivada pelo (duvidoso) sucesso das adaptações para as telas do Batman,resolveu desfazer a cagada com a cinessérie do Superman,que havia sido esculhambada pela Cannon dos primos Golan-Globus no horroroso "Superman IV: Em busca da paz". Embora ainda fosse um roteirista desconhecido do grande público, Kevin Smith fora contratado para escrever a adaptação,pois era um grande fã do azulão.

Logo,Smith começou a falar sobre o projeto: dizia-se bastante empolgado,criticava o desenvolvimento dos personagens e o roteiro de "Batman Eternamente",cometido por Joel Schumacher um ano antes,e havia prometido um filme à altura do homem de aço. Fontes seguras afirmavam que o roteiro misturaria elementos de dois arcos importantíssimos do herói nas HQs: A Morte do Super-Homem e O Retorno do Super-Homem. Em seguida,os rumores de que Tim Burton,que anos antes havia realizado os dois primeiros (e na época melhores) filmes do Batman seria o diretor se confirmaram,e os fãs entraram em festa,pois teriam agora o filme definitivo do Super.

O roteiro do projeto intitulado "Superman Lives" foi entregue a Burton em 1997,e seguia assim: Brainiac chegava em Krypton,segundo o que todos acreditavam,para policiar a vida no planeta. Porém,com a ajuda do Erradicador,o cientista Jor-El acaba por descobrir as verdadeiras intenções do sistema inteligente: absorver a energia do planeta com o intuito de criar um corpo para si. Krypton portanto estava condenada, pois além de ter sua energia sugada, Jor-El previa uma catástrofe natural que acabaria com a vida no planeta. Brainiac sugava também a enregia do Erradicador, porém o seu plano foi pro saco quando as erupções,a tal catástrofe que Jor-El previa, começaram antes do esperado. Brainiac agora se tornaria uma consciência em um corpo inacabado e sem a capacidade do computador criado pelo cientista,ficando condenado a vagar no espaço para sempre. Enquanto isso, Jor-El e sua esposa salvam o filho Kal-El transformando o Erradicador em um foguete que o trouxe para o nosso planeta. Após finalmente pousar na fazenda dos Kents,Kal-El é adotado pelo casal e é rebatizado Clark. Na adolescência, começa a manifestar seus poderes. Já adulto, toma conhecimento de sua origem e torna-se o defensor supremo do planeta Terra: O Super-Homem.

Enquanto isso, Brainiac,ainda vagando no espaço,absorvia a energia de pequenas naves para se manter estável,ajudado por L-Ron. Até que um dia seus receptores captam uma menasgem vinda da Terra enviada por Lex Luthor,em que o clássico vilão mencionava o campeão de Krypton. Paralelo à luta de Luthor para aprovar uma lei que proibia a atuação de vigilantes uniformizados no combate ao crime,batizada de Wertham Act (em "homenagem" ao psiquiatra Federic Wertham,autor de "Sedução dos Inocentes" e que fez uma árdua campanha contra os quadrinhos nos anos 50), o vilão contrata o Pistoleiro,inimigo de longa data do Batman, para matar a governadora Bree, que era contra a aprovação do projeto. Acontece que o plano do vilão falha, pois Superman aparece pra acabar com a festa de Luthor.

Logo depois, Luthor e Brainiac finalmente se encontram e elaboram um plano para destruir o herói de uma vez por todas. Então Brainiac modifica o uso de uma estação espacial da LexCorp,então usada para armazenar energia solar para comercializá-la depois, e agora a havia programado para bloquear a luz do Sol. Assim,ao combater Apocalypse sem sua principal fonte de energia,e após levar uma peia federal,Superman morre em combate. Durante o funeral do herói, Batman transmite uma mensagem consolando os cidadãos de Metrópolis. Até que repentinamente surge uma frota alienígena nos céus da cidade, preparando-se para invadir a Terra. Lex Luthor, então, diz a todos que Brainiac era o tutor de Superman,portanto seria o único capaz de combater a invasão. Acontece que a tal invasão era na verdade um truque e as naves tinham sido projetadas pelos equipamentos da LexCorp, e todos foram levados a acreditar que apenas o bloqueio dos raios solares era capaz de livrar o planeta do ataque alienígena.

Por um tempo,acreditava-se que o plano dos vilões havia dado certo: Lex Luthor havia se tornado o úncio fornecedor de energia do mundo,e Brainiac posava como um herói e agora estava perto de conseguir o que tanto queria: apossar-se completamente da energia do Erradicador e ter poder praticamente inacabável. O que eles não esperavam era que enquanto tudo acontecia, o Erradicador despertasse logo após a morte de Kal-El e ainda por cima sentisse a presença de Brainiac na Terra. Assim,o computador transporta o corpo de Superman até a Fortaleza da Solidão, fazendo que o herói volte à vida para combater os crápulas.

No meio de tudo isso havia uma subtrama que acompanhava Lois Lane e Jimmy Olsen, repórteres do Planeta Diário,que investigavam a LexCorp a fim de revelar os segredos sujos da empresa para o mundo.

Logo após a entrega do roteiro final os problemas começaram: Tim Burton e Jon Peters, produtores do filme, rejeitaram o roteiro de Smith por considerá-lo muito fiel aos quadrinhos (!). Ainda por cima,exigiram várias mudanças na caracterização do personagem: Superman trajaria um uniforme negro,pois Peters considerava o uniforme original muito alegre e afeminado,e também ele não seria capaz de voar, sendo obrigado a andar por aí com uma espécie de "Supermóvel", além de ter poderes elétricos. A maluquice de Burton e Peters aumentou ainda mais: os novos desenhos de uniforme eram simplesmente ridículos e absurdos,especialmente um uniforme que deixava visíveis os órgãos internos do herói.



Depois de toda essa esculhambação, Tim Burton e Jon Peters reescreveram o roteiro de Smith à sua maneira: a nova versão mostrava Jor-El criando Brainiac e depois desprezando-o por ocasião do nascimento de Kal-El. Isso levaria o sistema de inteligência artificial a destruir o Krypton por ressentimento (owns!). Então,para salvar seu filho,Jor-El envia seu filho à Terra. Anos depois Brainiac faria uma fusão com Lex Luthor criando o vilão amálgama Lexiac. Após a reprovação do roteiro pelos executivos da Warner e após a produção do filme ser criticada atá por Nicolas Cage,que faria o papel do Kryptoniano na película (!!),"Superman Lives" foi cancelado ainda na pré-produção,para felicidade geral dos fãs,que já estavam se preparando para morrer de desgosto.

Após essa onda toda,dificilmente verremos Tim Burton tão perto de dirigir uma adaptação de quadrinhos para as telas. Os fãs tiveram um novo filme de Superman em 2006. O decepcionante "Superman - O Retorno". Mas a boa notícia,como todos sabem, é que a produção do novo filme do herói, entitulado "Man Of Steel",com direção de Zack Snyder ("300","Watchmen","Sucker punch") está a todo vapor,com a presença de Henry Cavill (Clark Kent/Superman),Russell Crowe (Jor-El),Michael Shannon (General Zod) Diane Lane (Martha Kent),Amy Adams (Lois Lane),Kevin Costner (Jonathan Kent),Ayelet Zuerer (Lara-El) e Lawrence Fishburne (Perry White).

E com isso,amiguinhos,tiramos duas importantes conclusões:
1.  As boas intenções as vezes são destruídas pela ganância e ego de algumas pessoas.
2. Apesar de ter ótimos filmes no seu currículo,como Os Fantasmas Se Divertem e Ed Wood, Tim Burton realmente é um retardado mental!

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Superman Lives (1998) - Inacabado Graças a Deus
Direção: Tim Burton

domingo, 15 de janeiro de 2012

A Hora Do Espanto 2 (1988)




Em 1985,os filmes de vampiros estavam fora de moda. O último lançamento significativo do gênero até a época tinha sido o remake de Nosferatu dirigido por Werner Herzog em1977. Até que a Columbia Pictures resolveu bancar o filme de estreia como diretor de Tom Holland,que antes havia trabalhado como roteirista de Psicose II (Psycho II,1980) e Os herois Não Têm Idade (Cloak and Dagger,1984). E então,que envolto por uma grande campanha de marketing,A Hora do Espanto (Fright Night) teve uma das mais bem-sucedidas estreias do gênero terror,conseguindo se pagar ainda no primeiro fim de semana de exibição.



Mas sobre A Hora do Espanto eu já falei anteriormente. Agora vamos para 3 anos depois de sua estreia. Depois do grande sucesso de A Hora do Espanto,o sub-gênero dos Filmes De Vampiros voltou à moda e gerou muito lucro a grandes e pequenos estúdios. A Columbia Pictures,obviamente,não iria deixar que uma nova oportunidade de lucrar escapasse de suas mãos,então contratou os roteiristas Tim Metcalfe e Miguel Tejada-Flores (mais conhecidos por terem escrito o roteiro da comédia A Vingança dos Nerds),para juntos do diretor contratado Tommy Lee Wallace (Halloween III,It: Uma Obra-Prima do Medo),escreverem o roteiro de A Hora do Espanto 2 (Fright Night Part 2). Depois,a Columbia cedeu os direitos de divulgação para sua divisão menor,a Tristar,que para fazer tudo com um preço mais camarada empurrou a produção para sua divisão ainda menor,a The Vista Organization.

Desde os acontecimentos do filme anterior,Charley Brewster (William Ragsdale) estava fazendo terapia com o Dr.Harrison (Ernie Sabella,a voz original do Pumba de O Rei Leão),e no último dia de terapia relata todos os acontecimentos que presenciou. Depois,acaba sendo convencido pelo Dr.Harrison que Jerry Dandridge era um assassino e sequestrador que havia manipulado a mente de Evil Ed e Amy,e é encorajado a reencontrar Peter Vincent (Roddy McDowall,novamente ótimo). Ele faz isso,e resolve ir junto com sua nova namorada Alex Young (Traci Lin,uma jovem promessa dos anos 80 que depois sumiu do mapa) até o estúdio de TV onde Peter grava o programa A Hora do Esapanto. Após uma agradável conversa no apê do Peter,Charley fica muito cabreiro quando vê pela janela a mesma coisa que o havia assustado há 3 anos: pessoas carregando caixôes. Logo depois ele avista a sedutora Regine (Julie Carmen) e sua turma do barulho,composta por Bozworth (Brian Thompson,de Stallone Cobra),um ser comedor de moscas;Louie (Jonathan Gries),um lobisomem meio doido das ideias;e Belle (Russell Clark) uma vampira que anda de patins e é feia de doer. Charley fica encantado por Regine,e depois acredita que ela visitou seu apartamento e o mordeu,e,preocupado,começa a seguir a mulher. Enquanto presencia sinais de transformação,Charley descobre que Regine é realmente uma vampira,e convida Peter a ir a caça da criatura. Após chegarem a uma festa dada por Regine,Charley é hipnotizado pela anfitriã,que os faz acreditar que ela é na verdade apenas uma atriz performática. Enquanto Charley dá a mancada de esquecer seu compromisso com  a gata da Alex,Peter continua na festa e percebe o comportamento estranho de algumas pessoas presentes,daí então,pega seu clássico espelhinho e não vê o reflexo de muitos lá,inclusive o de Belle e Regine!






Enquanto corre assustado,Peter é surpreendido por Regine,que releva sua busca por vingança,pois é irmã de Jerry Dandridge,que fora morto por Peter e Charley. A partir daí corre uma série de desencontros e situações bestas,mas nada que deixe o filme inassistível,todavia,não são dignos de nota e descrição até mesmo neste humilde bRog. Com uma campanha de marketing capenga e distribuição mais capenga ainda (o lançamento oficial foi em apenas um pouco mais de 100 cinemas nos Estados Unidos),A Hora do Espanto 2 nunca chegou a se pagar,e o que parecia ser um sucesso garantido acabou sendo a quebra da Tristar e a falência da Vista Organization.




Outros fatores,que junto com a distribuição e marketing capengas ajudaram A Hora Do Espanto 2 a fracassar foram o roteiro mal construído,com muito mais furos que o primeiro filme e repleto de situações absurdas,como Regine apresentando A Hora do Espanto no lugar de Peter - ora,se ela é uma vampira,como conseguiram fazer fotos de divulgação e exibir o programa,já que ela não deveria aparecer perante as câmeras? As mortes são muito sem sal e rápidas,como se o roteiro tivesse pressa em matar os capangas de Regine para chegar logo no embate final,então pra quê tanto personagem? Tem tanta gente lá que se esquecem até de Charley - ;e o orçamento da produção,que parece ter sido menor que o do filme original.


 Por outro lado,vale ressaltar os pontos positivos da produção. Primeiramente,temos Roddy McDowall de volta como Peter Vincent,o "corajoso matador de vampiros",e William Ragsdale como Charley Brewster,embora seja muito pouco aproveitado na continuação,abrindo espaço para Traci Lin. Julie Carmen como Regine também não deixa a desejar,uma vilã tão boa quanto Jerry foi. Os efeitos visuais nas mãos de Gene Warren,Jr. (responsável pelos efeitos de O Exterminador do Futuro) são tão bem trabalhados quanto os de Richard Edlund para o filme original,embora pouco menos originais.

Bem,entre erros e acertos,A Hora do Espanto 2 ainda pode ser considerado uma boa diversão,uma digna continuação e que ainda está na memória afetiva de muitos oitentistas,que não se preocupam com vampiros aparecendo em câmeras de TV. Acho até que nem eu deveria ligar pra isso. É,pode ser. Enfim,caçem esse clássico cult por aí,mas vai dar um pouco de trabalho,pois ele só está disponível no Brasil em VHS,que hoje é ultra raro. Ou então economiza e compra o DVD importado,que também é raro mas é bem mais fácil de achar,e... divirta-se,afinal,como eu já disse,em tempos de Crepúsculo,Vampire Diaries e filmes satirizando esses dois outros títulos (que costumam ser menos engraçados e ridículos que os filmes que satirizam),é sempre bom topar com um vampiro à moda antiga por aí,contanto que você carregue uma cruz e tenha fé,é claro.





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Fright Night Part 2 (EUA,1988)
Direção: Tommy Lee Wallace
Elenco; Roddy McDowall,William Ragsdale,Traci Lin,Julie Carmen,Ernie Sabella,Merritt Butrick,Brian Thompson,Russell Clark,Jonathan Gries

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Hora Do Espanto (1985)

Não tem jeito. Cada vez mais fico com a sensação de que nasci na época errada,pois deve ter sido muito louco ser adolescente e pegar um filme desses em cartaz. Mas a verdade é que não tem como não gostar de "A Hora Do Espanto"! É uma brilhante comédia de horror com todos os elementos clássicos do Gênero "Filme de Vampiro",perfeito para você mostrar praquele seu sobrinho,sobrinha,primo ou prima,que só conhece Vampiros através de bobagens como a saga "Crepúsculo","True Blood" ou "Vampire Diaries".

 Em "A Hora do Espanto" acompanhamos a história de Charley Brewster (William Ragsdale,de "Manequim"),um adolescente viciado em filmes de Horror,que levava uma vida tranquila com seu amigo Edward "Evil" Thompson (Stephen Geoffreys) e sua namoradinha Amy (Amanda Bearse),até que um dia testemunha um fato estranho na casa ao lado:dois homens carregando um caixão para o porão. A paranoia de Charley só piora quando ele vê seu vizinho se alimentando do sangue de uma moça. O garoto então descobre algo terrível: seu vizinho é um vampiro!
 
Para piorar a situação,a mãe de Charley encanta-se com o Vampiro Galã e o convida para tomar um drink em sua casa. Charley então finalmente conhece o Vampirão,Jerry Dandridge (Chris Sarandon,de "Brinquedo Assassino"). Agora que fora cordialmente apresentado e convidado a entrar na moradia dos Brewsters,Jerry poderá vir para atacar a qualquer momento! No entanto,nem Ed "Evil" (que acaba virando um dos Vampiros) nem Amy acreditam em Charley,e ele pensa no que seria a única solução para o caso:pedir ajuda a Peter Vincent (Roddy McDowall,de "O Planeta dos Macacos",arrebentando),um velho ator de filmes de horror que costumava ser "O Grande Matador de Vampiros" e que agora encontrava-se esquecido e apresentava um programa de TV que transmitia filmes de horror classe Z (mais ou menos como nosso Mojica na época do Cine Trash). Mais tarde,Vincent é convencido a encenar com os amigos de Charley,para tentar acabar com o que eles achavam ser uma paranoia do garoto,porém,o ator descobre que Jerry é um vampiro de verdade e foge apavorado.

 Não demora muito e a situação piora:Primeiro,Jerry transforma Evil em vampiro,e logo depois seduz Amy e a leva para sua mansão. Perdido,Charley vê que a única solução será mesmo ir atrás de Peter Vincent novamente e tentar convencê-lo a derrotar o monstro,tomando como base as coisas que Peter Vincent fazia nos filmes.

 "A Hora do Espanto" é incrível porque conseguiu envelhecer muito bem,apesar das limitações da época. Além disso,conta com um elenco ótimo (especialmente McDowall e Sarandon),com uma trilha oitentista muito boa (com supervisão de Brad Fiedel),fotografia e maquiagem animais e a ótima direção de Tom Holland ("Brinquedo Assassino"). Só quem é muito chato para filmes-minha família,por exemplo-e acha que pra um filme ser bom,tem que ter efeitos,efeitos e mais efeitos é quem não vai curtir. Mas mesmo assim é um ótimo filme e daria uma excelente sessão de DVD com os amigos (juntamente com sua continuação de 1988,dirigida por Tommy Lee Wallace).

 Para quem não viu e ficou curios,vale passar numa Fox Video e alugá-lo. Ou quem quiser,pode esperar até setembro,quando o remake de "A Hora do Espanto" chegar aos cinemas,com Anton Yelchin ("Star Trek") como Charley e Colin Farrell ("Alexandre","Demolidor") como Jerry Dandridge. Óbvio que não superará o original,mas ainda assim,acho que será pelo menos digno dos meus preciosos R$ 7,50.

 Fright Night (EUA,1985)

Direção:Tom Holland
 Elenco:William Ragsdale,Amanda Bearse,Chris Sarandon,Roddy McDowall,Stephen Geoffreys

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Vingador Tóxico (1985)

O cinema independente sempre nos brindou com brilhantes produções. Uma das produtoras independentes mais conhecidas pelo público,a Troma Enteirtainment,sempre despejou (e despeja até hoje) inúmeras produções por ano nas prateleiras de Video-Locadoras,embora a maioria de suas produções permaneçam inéditas por aqui-e perigam jamais serem lançadas pro Brasil.

 Pois foi da Troma-mais especificamente da cabeça dos malucos visionários (e fundadores da produtora) Lloyd Kaufman e Michael Herz-que saiu o filme considerado por muitos (inclusive por mim),o "filme Trash definitivo,o 'Cidadão Kane' dos filmes classe B",o verdadeiro clássico underground "O Vingador Tóxico".

 A história,originalmente batizada de "Health Club",depois rebatizada "Health Club Massacre" e mais tarde,finalmente "The Toxic Avenger",foi idealizada por Kaufman 10 anos antes de sua realização. Segundo o próprio Lloyd Kaufman,em entrevista dada a este humilde blog,ele "achava fascinante o fenômeno 'Rato de Academia' nos anos 80",e sempre sonhou em fazer um filme com essa temática,e a partir disso criou o resto da ideia com seu parceiro Michael Herz. E assim nasceu o maior clássico do cinema Trash.

 O filme conta a história de um franzino faxineiro chamado Melvin (Mark Torgl),que trabalhava na academia de saúde de Tromaville,a capital mundial do Lixo Tóxico. Bobo e desajeitado,Melvin vira sempre motivo de piada nas mãos de Bozo (Gary Schneider,exageradíssimo),Slug(Robert Prichard) e suas namoradas Julie (Cindy Manion) e Wanda (Jennifer Babtist),quatro jovens que se divertem atropelando pessoas indefesas.


 Após ser vítima de uma peça pregada pela turma de malvadões,Melvin acidentalmente cai em tonel de Lixo Tóxico,e uma reação química ultra-bizarra o transforma numa criatura terrivelmente deformada com tamanho e força sobre-humanas,uma espécie de Hulk Trash. Logo Melvin,agora transformado em Monster-Hero,sai pelas ruas de Tromaville em busca de vingança e justiça,combatendo os desordeiros e o crime organizado,que enxergam o herói como uma séria ameaça aos seus planos malignos.

 "O Vingador Tóxico" não causou muito rebuliço na época de seu lançamento,mas com o passar dos anos,seu sucesso nos famosos cinema Grindhouse americanos começou a crescer. De repente, "O Vingador Tóxico" virou praticamente parte da cultura popular americana,rendnedo 3 continuações(além de uma prestes a ser lançada),uma série animada,jogos de videogame,livros e até um musical (e uma das melhores canções do grupo de Punk Rock The Dickies,divulgada no álbum Idjit Savant)!

 O primeiro filme de horror produzido pela Troma (se você desconsiderar "Blood Sucking Freaks",distribuído pela produtora) transformou-a em cult,e a faz conquistar cada vez mais fãs no mundo inteiro. Esta incrível combinação de humor negro,horror,sexo,ação e aventura é a prova inegável de que se pode fazer ótimos filmes com ótimas cenas mesmo com pouca grana. Dependendo é claro da paixão e dedicação de quem o realiza.
 P.S.:Não é um filme para estômagos ou mentes fracas. Se você for procurar pelo filme,um aviso: Contém cenas de extrema violência e crueldade muito loucas...ah,que se foda,ASSISTA!
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 The Toxic Avenger (EUA,1985)
 Direção:Lloyd Kaufman,Michael Herz
 Elenco:Mark Torgl,Andree Maranda,Gary Schneider,Pat Ryan Jr.,Cindy Manion,Jennifer Babtist,Robert Pichard,Marisa Tomei (na versão do diretor)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Flash Gordon (1980)

Antes de George Lucas alcançar a glória com "Star Wars",em 1977,o gênero Sci-Fi andava muito fora de moda,e não justificava gasto de grana pelos grandes estúdios. O gênero havia sido congelado em carbonite lá nos confins da década de 50,quando o interesse sobre esses filmes diminuiu significamente.Após essa tremenda ressaca,surge "Star Wars",e todos os grandes estúdios voltaram a apostar na Ficção Científica:são dessa época os filmes "O Abismo Negro" e "Jornada Nas Estrelas-O Filme". E até os nossos Trapalhões tiraram uma casquinha desse fenômeno,produzindo a bagaceira "Os Trapalhões na Guerra dos Planetas",ou como é conhecido lá fora,"Brazillian Star Wars"

 Vendo essa onda toda,o lendário produtor Dino DeLaurentiis resolveu ressucitar um antigo herói das cinesséries espaciais,Flash Gordon,personagem criado por Alex Raymond nos anos 1930,que havia caído no esquecimento. Após descordar da visão de George Lucas para o filme,DeLaurentiisdispensou o cineasta-especula-se-e começou a produção na marra,partindo do roteiro de Lorenzo Semple Jr.

 O filme começa nos mostrando uma expedição rotineira na nave do terrível e impiedoso Imperador Ming (Max von Sydow,o eterno Padre Merrin,de "O Exorcista"),onde seu fiel escudeiro Klytus (Peter Wyngarde)lhe mostar o nosso Planeta Terra. Ao decidir por pura e simples maldade (não se fazem mais vilões como antigamente...)destruir a Terra,começa a interferir na natureza local,causando catástrofes naturais e provocando eclipses.

 Até que conhecemos nosso herói,Flash Gordon (o canastrão Sam J. Jones),um jogador de Futebol Americano,partindo para uma viagem de negócios. Após conhecer a bela agente de viagens Dale Arden (Melody Anderson,de "Os Aventureiros Do Fogo"),um eclipse ocorre e os pilotos do avião particular em que estavam somem misteriosamente.Flash,demosntrando seus dotes de pilotagem aterrisa perto do laboratório onde o cientista Hans Zarkov (Topol) procurava por uma cobaia que pudesse ser lançada ao espaço sideral para investigar o que ele acreditava ser um ataque extraterrestre. Procurando ajuda,Flash e Dale são raptados por Zarkov,porém após tentarem escapar os dois ficam presos no foguete do cientista,acionado acidentalmente e lançando-os ao vácuo.

 Antes que pudessem morrer devido à fata de oxigênio,um vortex estranhamente aberto leva o trio ao Planeta Mongo,um planeta com características parecidas com as da Terra. Ao chegarem,são feitos de prisioneiros pelo exército de Ming,comandado pela General Kala (Mariangela Melato),e descobrem o plano malígno do ditador para conquistar o universo. Após ser livrado da morte pela filha do imperador,a Princesa Aura (Ornella Muti),Flash vai atrás de Dale,Zarkov,Barin (Timothy Dalton) e Vultan (Brian Blessed),para unir forças e dar um fim no malígno governo ditatorial de Ming.

 Lançado em 1980,quase em paralelo com o episódio V de Star Wars,"O Império Contra-Ataca","Flash Gordon" não fez tanto sucesso como DeLaurentiis almejava. Ficou mais conhecido na época por ter a trilha sonora  pomposa produzida pela banda Queen (FLASH! AH-AH!!),no auge da carreira. Com o tempo,o filme foi ganhando uma legião de fãs e virou um clássico Cult pelos seus diálogos memoráveis("Não! As minhocas furadeiras NÃO!")e pelo seu figurino bizarro,embora alguns fãs de Sci-Fi e quadrinhos cultivem um ódio mortal pela produção.



 Embora seja um filme que capta a essência do personagem (demonstrado nos belíssimos créditos iniciais,uma bela homenagem aos quadrinhos clássicos de Alex Raymond),ao final da projeção sempre fica uma sensação de que ainda faltou algo-talvez por isso o filme seja um desses casos de "ame-o ou odeie-o"-,e que "Flash Gordon" poderia ter sido melhor. Triste saber que a continuação prometida no fim do filme ("THE END?") nunca aconteceu (mas,agora com essa onda recente de reboots/remakes,quem sabe Flash Gordon volte as telonas). Mesmo que não seja o filme de herói mais fodão do mundo, "Flash Gordon" vale a pena numa sessão descompromissada com seus amigos cinéfilos fanáticos por quadrinhos e Sci-Fi. E quem sabe,depois de assistí-lo,você queira repetir a dose outras vezes (eu,por exemplo,não me canso de assistir)!
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Flash Gordon (EUA,1980)
 Direção:Mike Hodges
 Elenco: Sam J. Jones,Melody Anderson,Topol,Max von Sydow,Ornella Muti,Timothy Dalton,Braian Blessed,Mariangela Melato,Peter Wyngarde